Vítor Nogueira, o homem que se seguiu a Vicente Moura

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Vítor Nogueira foi o homem da continuidade dos destinos da FPN após a saída do comandante José Vicente Moura, em 1979.

Aconteceu esta passagem de testemunho quanto a eleição para cargo de Presidente do Comité Olímpico de Portugal e o entendimento de que, por uma questão de independência institucional, não seria conveniente acumular o referido cargo com o de Presidente da Direção da Federação Portuguesa de Natação, motivou a dolorosa decisão de, ao abrigo do Art.109 do Regulamento Geral da  F.P.N., o considerar impedido de exercer as funções para as quais tinha sido reeleito em Assembleia Geral da FPN, fazendo substituir, de acordo com a forma legal, pelo vice-presidente Vítor Nogueira, amigo e grande companheiro muitos anos de elencos federativos. Terminou assim “a era Vicente Moura”.

Vítor Nogueira teve no seu Benfica uma experiência como dirigente desportivo, neste caso na modalidade natação.

Foi no ano de 1979 que passou a integrar os quadros da Federação Portuguesa de Natação. Com uma dedicação e trabalho sempre sem vacilar, valeu-lhe a subida à presidência, na substituição do comandante Vicente Moura, que se diga com um percurso marcado, por algum brilho, num sinal de que, afinal, não foi tão complicado como poderia ser o fardo pesado da substituição de um homem que revolucionou a FPN, antes de assumir a presidência do COP.

Homem com a sua capacidade de liderança e trabalho, desenvolveu uma atividade verdadeiramente notável em prol da modalidade, natação portuguesa, mas também das instâncias internacionais da modalidade.

Foi com honrosa proposta do comandante, aceite pelas Associações e por toda a Direção da Federação, que assumiu a responsabilidade de lhe suceder, após uma reflexão profunda sobre as próprias limitações e capacidades e abre as virtualidades de toda a equipa que dirige os destinos da Federação.

Foram muitos anos trabalhando juntos e vivendo horas de grandes alegrias da Natação Portuguesa. Aqui há a destacar a criação do Departamento Técnico e ação dinamizadora e coordenadora dos seus elementos, de entre os quais se destaca o papel essencial do diretor-técnico nacional, Prof. José António Sacadura, que muito contribuiu para obtenção de assinaláveis êxitos desportivos.

Gabinete técnico, Direção e Associações prosseguiram uma tarefa, que afinal é todo um trabalho de grupo. Não foi fácil, já que existiam problemas difíceis de resolver, como falta de piscinas com boas condições para se treinar e para competições. Foi na gerência de Vítor Nogueira que foram criadas as condições para se avançar com o Projeto do Centro de Treino de Alto Rendimento.

Os anos 90 corresponderam da melhor forma ao trabalho desenvolvido pelo organismo máximo da modalidade.

Outro facto indesmentível: jovens nadadores portugueses começam a notar-se nas grandes competições internacionais e no decorrer foram louváveis as classificações nos Ranking Mundiais dos nadadores portugueses, no Top 100, em piscina curta, precisamente 15 se colocavam nos primeiros 50 lugares, 3 entre os 25 primeiros classificados e um colocado nos 15 melhores do Mundo.

Nadadores e técnicos são os principais obreiros de mais este salto qualitativo da natação portuguesa.

Por tudo isto, Vítor Nogueira e a sua equipa diretiva eram pessoas felizes por todo o fenómeno que estava a acontecer na natação portuguesa.

Os resultados falam por si. Estas memorias têm continuação.

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