Susana Gomes: “Nunca pensei em outra modalidade para praticar que não fosse a natação”

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Susana Gomes, master do Clube Naval do Funchal, irá participar na prova de 30km do MIUS 2020. Em entrevista ao Chlorus, a nadadora madeirense releva que, após a pandemia, está a fazer “apenas cinco treinos de água por semana e três de ginásio”.

Como e quando começaste esta modalidade?

Comecei a nadar com 5/6 anos com o meu pai que na altura era treinador no Club Sport Marítimo.

Natação pura ou águas abertas? Porquê?

O meu avô paterno foi o mentor da natação do Club Sport Marítimo. O meu pai, os meus tios e primos foram atletas de natação, não havia como crescer e não estar nesta modalidade. Inicialmente julgo que foi por este motivo de a minha família estar muito ligada à natação e também pelo meu pai ser treinador, foi ele quem me ensinou a nadar e depois o gosto que criei fez com que nunca mais me desligasse desta paixão. As provas de águas abertas, quando as faço, são sempre com o meu irmão ‘que me dá um empurrão’ e então aproveito para fazer sempre como um complemento da natação pura.

Quantas vezes por semana treinas? Tens alguma preparação física?

Antes desta pandemia que vivemos, fazia oito treinos por semana de água e dois a três de ginásio. Atualmente estou a fazer apenas cinco treinos de água por semana e três de ginásio.

Outro desporto que não seja natação?

Sempre tive algum jeito desde os tempos de escola para qualquer modalidade que praticássemos nas aulas de Educação Física. Adorava correr, mas acho que nunca pensei em outra modalidade para praticar diariamente que não fosse a natação.

Qual o momento na tua carreira master que te emocionou mais?

Não posso apenas falar da minha carreira como master, até porque não estou a competir como master assim há muito tempo, se não estou em erro, apenas em 2015 fiz a minha primeira prova neste escalão e foi a nível regional. Em 2017 então comecei a nível nacional e internacional. Já tive vários momentos muito bons como master, os primeiros Mundiais em Budapeste que estive presente, onde fiz o quinto lugar nos 100 mariposa. Julgo que fiz um excelente resultado, em 2018, em que participei nos Europeus na Eslovénia, onde obtive o terceiro lugar nos 200 estilos e fui vice-campeã da Europa nos 100 mariposa. E agora em 2019, a minha presença nos Campeonatos do Mundo em Gwangju, onde fiz o primeiro lugar nos 100 mariposa. Ser campeã do Mundo foi o atingir o topo e um enorme momento de satisfação. Na natação pura tive muitos momentos de alegrias que dariam para preencher algumas páginas. O momento mais recente e muito gratificante, que até eu não julgava ser possível, foi em 2013, nos Campeonatos Nacionais de Juniores e Seniores ter conseguido a medalha de prata nos 50 mariposa com 35 anos.

Que conselho darias aos atletas que acreditam na natação master?

Não só para aqueles que acreditam nos masters, mas para todos os atletas, aconselho a criarem objetivos a si próprios e não se limitem a nada, acreditem em vocês próprios diariamente.

 

 

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