“O Glorioso” e sobre o polo aquático feminino em Portugal

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O Benfica sagrou-se pentacampeão feminino de polo aquático, após vencer na “negra” o Fluvial Portuense, mantendo-se na liderança da modalidade, vai para seis anos (em 2020 não se atribuiu o título devido à covid-19).

O projeto do “Glorioso”, liderado por um dos “históricos” do polo aquático português (António Machado – Tójó), foi posto à prova por um jovem treinador (Nuno Marques) que se apresentou com um Fluvial Portuense ambicioso e desejoso de reconquistar coisas (chegou a estar a vencer por 4-1), mas o rumo da partida foi-se alterando pouco a pouco, com uma consistência para as “encarnadas” difícil de contrariar.

O treinador do Benfica tem de facto muita estrada e o seu “Glorioso” SLB tem jogadoras de eleição, tendo ainda realizado investimentos noutras latitudes, mas o Fluvial Portuense não lhe ficou atrás, dando ambas as equipas corpo a uma final que até indiciava um campeonato daqueles muito competitivo, que sabemos, não será assim tanto.

Em ano de eleições federativas, que se pode fazer para melhorar o modelo existente?

Não temos soluções para apresentar, mas parece óbvio que os principais agentes da modalidade poderão encontrar novos caminhos e formas de realizar diferentes, possibilitando economia de recursos e aproveitamento das condições (piscinas existentes).

Até porque, mesmo com poucas equipas e praticantes, nestes dois finalistas, curiosamente ou talvez não, consegue-se fazer uma equipa nacional bastante competitiva e que pode almejar estar em “Europeus”.

Assim, a conjugação de ações, com estratégias bem definidas, meios ao dispor e demais condicionantes, poderão proporcionar o alcançar destes objetivos, mas sem esquecer a base da pirâmide, diga-se novas praticantes, descentralização e formação.

Complicado? sem dúvida! Não há de facto espaço nas piscinas para tantas equipas, tanta formação, tamanho compromisso nos horários designados nobres para todas e todos, entre natação de competição, aulas, hidros, etc.

Neste nível de concretização, o Fluvial Portuense, com instalações próprias e únicas, estará à frente de todos, até do Benfica campeão, mas é uma ilha num imenso oceano e o polo aquático português precisava de mais projetos idênticos para se reforçar e alicerçar, … também… no feminino.

Uma palavra para a Federação, que está a fazer um trabalho válido de melhoria da arbitragem, liderado por Paulo Ramos, que procura uma avaliação mais séria dos árbitros, e a necessária aproximação dos critérios aplicados a norte e a sul. Neste play-off, nem sempre os jogos foram bem apitados, com várias situações de grande constrangimento, que será importante corrigir.

Pouco a pouco, pensamos, o trabalho realizado vai levar ao almejado progresso para todos… e, neste caso… todas!

Parabéns Glorioso SLB! Seis anos será de facto muito tempo e isso mesmo tem forçosamente de se realçar.

Créditos da foto: FPN

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