Mundial de Natação Dia 1 – Notas Breves

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400L Masculino:

A sessão começou com o duelo Sun Yang vs Rest of the World com o resultado a ser o previsível. Apenas Mack Horton tem um recorde pessoal abaixo dos 3.43 (fez 3.41 quando foi campeão olímpico), ao passo que o Chinês já nadou em 3.40. A vitória foi fácil, parecendo que Sun Yang talvez não se encontre fisicamente tão bem como já se apresentou num passado recente. Ainda assim controlou a prova como quis, terminando em 3.42.44.

Mack Horton conseguiu surpreender ao chegar à medalha de prata depois de uns últimos 18 meses desapontantes para o nadador australiano. Detti fechou o pódio repetindo o bronze que ganhou nos jogos de 2016.

Menção honrosa para Danas Rapsys que pareceu querer dar luta até aos últimos metros a Sun Yang especialmente com os seus excelentes percursos subaquáticos, tendo contudo perdido a possibilidade de medalha nos últimos 10 metros.

400L Femininos:

Primeira grande surpresa do mundial logo na segunda prova do dia. Ledecky estava invencível nesta prova desde 2013. Já na eliminatória a americana parecia estar com uma elevada cadência de braçada mas com pouca eficiência e isso voltou a sentir-se na final. A jovem australiana Ariane Titmus foi trocando de liderança com a americana ao longo da prova, tendo atacado nos últimos 50 metros para uma vitória absolutamente surpreendente.

Venceu com novo recorde da Oceânia em 3.58.76, relegando para a prata Katie Ledecky que teve uns últimos metros penosos, terminando em 3.59.97 que é um tempo péssimo para o seu standart habitual. Mérito no entanto para australiana que cumpriu a sua estratégia de início ao fim tendo conseguido até ao momento a surpresa do mundial. A fechar o pódio Leah Smith com 4.01.29.

 

4x100L Masculinos:

Os americanos confirmaram favoritismo nesta prova mas numa grande disputa com a Russia. Aliás, apesar de terem tido um Dressel a abrir bem, a chave do sucesso acabou por ser o fenomenal percurso de Zach Apple em 46.80. Ele que desde das Universiadas se encontra num grande momento de forma. Nathan Adrian regressa à estafeta depois de recuperar de um cancro testicular no inicio da época fechando em 47.0, mesmo parcial de Rylov e Chalmers que foram os outros parciais notáveis da prova. Chalmers com o seu parcial conseguiu inclusive levar a medalha de bronze para a Austrália depois de ganharem na chegada aos Italianos. Brasil acabou por desiludir ficando inclusivamente atrás do Reino Unido. Embora com uma estafeta equilibrada, terão sentido a repercussão do caso de doping do nadador brasileiro Gabriel Santos (suspenso por 8 meses).EUA terminam com melhor tempo da história sem fatos 3.09.07 com os Russos a nadarem também abaixo dos 3.10 com 3.9.97, e a Austrália a terminar em 3.11.29.

4x100L Feminino:

Vitória esperada das australianas muito perto do seu recorde do mundial. Quem sabe, se não tivessem perdido a sua 4ª melhor nadadora, que abandonou o mundial por razões pessoais, este recorde não teria mesmo caído. Sarah Sjoestroem abriu muito bem em 52.23 para a Suécia mas logo a seguir a esse parcial a disputa passou a ser pelas 3 selecções do costume: Austrália, EUA e Canadá. Com algumas trocas de liderança e bons parciais de várias atletas, Cate Campbell fechou em excelentes 51.45 arrebatando o ouro para a sua selecção com o tempo combinado 3.30.15 a escassos 16 centésimos de segundo do recorde mundial. EUA terminaram em novo recorde das Américas com 3.31.02 e o Canadá ficou com o bronze terminando em 3.31.78. Alguma surpresa pela selecção Holandesa, crónica candidata ao ouro e às medalhas nesta prova, ter ficado longe da disputa.

 

Meias- Finais

Nos 50M Caleb Dressel a apresentar-se em grande forma e passar em primeiro para a final com 22.57, novo Recorde do campeonato e Recorde das Américas, suplantando o anterior registo de Nicholas Santos. Dressel a mostrar, que pelo menos a mariposa, vem em grande forma para vencer todos os adversários.

E o destaque do dia acaba por ser mesmo para uma meia-final, neste caso a dos 100 Bruços. Adam Peaty! Que tempo absurdo de difícil de compreensão. O nadador inglês nadou em 56.88 tornando-se o primeiro nadador a cumprir a distancia em menos de 57 segundos. Ele que é o único da história a ter nadado abaixo de 58.29. O tempo é de outro mundo, para um atleta que também não parece ser deste planeta. A verdade é que foi pouco efusivo nos festejos pedindo inclusivamente ao publico para ter calma como que dizendo: “se acharam incrível hoje, esperem pela final de amanhã”. Onde pode chegar este super atleta quando se pensa que o limite do corpo humano já foi largamente ultrapassado por ele? Brilhante!

Portugueses:

Viktoria Kaminskaya abriu a participação portuguesa com a sua prova de 200E terminando num excelente 19º lugar, perto do top16 que daria meia-final. O seu tempo de 2.13.97 ficou a 1 décimo de segundo do seu recorde nacional e cerca de 1 segundo do apuramento para a meia-final.

Tivemos também em acção Catarina Monteiro nos 100 mariposa a nadar acima do recorde pessoal com 1.00.3, embora a sua prova de eleição ainda esteja para vir.

Também Diana Durães nadou acima do seu recorde pessoal nos 400L terminando com um tempo na casa dos 4.17, sendo que no caso de Diana, a atleta portuguesa se encontrou a recuperar de uma lesão durante a segunda metade da época.

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