Mundial 2019 Dia 6 – Notas Breves

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100L Feminino:

Quando tudo parecia indicar um duelo entre a australiana Cate Campbell e a sueca Sjoestroem foi da pista 1 que veio a surpresa (se é que se pode chamar surpresa a actual campeã olímpica em título). Simone Manuel dos EUA a vencer com 52.04. Ela que não estava a ter um campeonato brilhante, tendo inclusivamente custado a medalha de ouro aos EUA nos 4×100 Estilos Misto, vence com novo recorde americano e um dos melhores tempos da história. Prata para Cate Campbell com 52.43 e bronze para Sarah Sjostrom 52.46.

200 Bruços Feminino:

A favorita Yuliya Efimova, Rússia a vencer em 2:20.17. Surpresa no segundo lugar com a Sul Africana Tatjana Schoenmaker a arrebatar a prata com o tempo de 2:22.52. Bronze para Sydney Pickrem do Canada com 2:22.90.

200 Costas Masculino:

O Russo Rylov tem-se apresentado em grande forma em todas as provas que tem nadado e hoje não foi diferente. O actual campeão do mundo a defender o seu titulo com 1:53.40 à frente de Ryan Murphy dos EUA com 1:54.12. Bronze surpreendente para o Reino Unido com Luke Greenbank com 1:55.85.

200 Bruços Masculino:

Prova de altíssimo nível com vários nadadores em cima do recorde do mundo mas com Anton Chupkov da Rússia a conseguir mesmo estabelecer nova marca mundial com 2:06.12 retirando meio segundo ao recorde mundo que tinha sido igualado ontem por Matthew Wilson  que hoje não foi além da prata apesar de ter nadado apenas 1 centésimo mais lento que ontem em 2:06.68. Bronze para Ippei Watanabe com 2:06.7, em cima do anterior recorde que lhe pertencia juntamente com o australiano.

4x200L Masculinos:

Os australianos e os russos tinham vários nadadores no top-25 mundial da prova dos 200L e confirmaram o favoritismo numa prova renhida até final com luta também dos EUA, Itália e Reino Unido. Ainda assim a Austrália a conseguir para o cronometro em primeiro lugar com 7:00.85, um novo recorde da Oceânia. Prata para os russos com 7:01.81 e bronze para os EUA 7:01.96. De destacar o tempo de abertura de Duncan Scott com 1.44.91, tempo esse que lhe daria o ouro na prova individual.

Meias Finais:

As meias-finais de hoje trouxeram-nos momentos que desafiam a compreensão humana. Primeiro Caleb Dressel a estabelecer nova marca mundial nos 100 Mariposa com o tempo absurdo de 49.50, retirando 32 centésimos de segundo ao anterior recorde que era da pertença de Michael Phelps. Aliás, ao melhor nadador da história, resta-lhe apenas o recorde dos 400 estilos em piscina longa no que toca a recordes em provas individuais.

Nos 200 Costas a sensação júnior Reagan Smith aprontou e de que maneira. Na eliminatória já tinha melhorado 3 segundos o seu recorde pessoal para um novo recorde mundial júnior (2.06.01), na meia final melhorou quase mais 3 segundos para estabelecer um novo recorde mundial em 2.3.35. Uma evolução que desafia a lógica, culminando num recorde de outro mundo.

Portugueses:

Expectativa para ver o que Miguel Nascimento conseguiria fazer nos 50L, prova onde está perto do mínimo A para Tóquio. O nadador optou por não nadar a eliminatória apostando na estafeta de 4x200L, onde abriu para o seu segundo melhor tempo de sempre, 1.48.00, apenas a 3 centésimos do seu recorde nacional. Excelente reacção depois de ter nadado na prova individual para 1.49.7.

Ainda assim, mesmo após um excelente parcial, na casa de 1.47, para Alexis Santos, a estafeta portuguesa não foi além do 20º lugar numa prova em que se pretendia chegar ao apuramento olímpico directo, correspondente as 12 primeiras equipas. Os dois últimos parciais da selecção não foram suficientemente competitivos para poder ambicionar uma melhor marca. Fica contudo a sensação que não era impossível chegar ao 12º visto ter sido o lugar ocupado pela Suíça com 7.12.08 ou pelo menos um lugar nos 14 ou 15º primeiros que permitisse à estafeta lusa um eventual apuramento por ranking.

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