Miguel Santos: “A natação é o meu estilo de vida”

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A natação faz parte da vida de Miguel Roldão Santos, cuja água é o seu habitat natural. Em entrevista ao Chlorus, o nadador do GAN, de 36 anos, revela que se emociona “em ter os amigos e a família a apoiarem”, acrescentando que “sabe tão bem”.

Como e quando começaste esta modalidade?

Comecei com 3 ou 4 anos a dar os primeiros mergulhos nas praias da Ericeira, mais propriamente na Praia do Sul e na dos Pescadores, às vezes na de Ribeira D’ilhas. Aos 5 anos fui para a antiga piscina do Areeiro, para aperfeiçoar a técnica, ou seja, aprender mesmo a nadar, nadei até aos 14 anos, nunca atingindo o nível de alta competição. Estive ausente durante três anos, mas aos 18 retomei, sabendo que a natação sempre ocupou e ocupa uma parte da minha vida, a natação é o meu estilo de vida.

Como concilias a tua atividade profissional, com a natação?

Eu sou professor de Educação Física, antes de ir dar aulas, treino sempre de manhã por volta das 6h30 ou 7h00, pelo menos três vezes por semana. Depois como sou treinador de natação também, aproveito para fazer o treino complementar a meio da tarde, tenho o tempo sempre bem contado.

Qual o estilo de nado que mais aprecias? Fundo ou velocidade?

Gosto de todos os estilos, aprendi a gostar, por isso adoro a prova de 100m, 200m e 400m estilos. Tenho uma história engraçada da prova de 200m estilos, mas o estilo que me identifico mais é costas. Fundo sem dúvida, quanto mais tempo estiver dentro de água melhor, a água sempre foi o meu habitat natural.

Natação pura ou águas abertas? Porquê?

Como disse o contacto que tenho com a água é indescritível, pois sempre foi o meu habitat natural. Como os meus companheiros de águas abertas dizem “ele é peixinho, só está bem na água”. Mas gosto de ambas, apesar de serem diferentes, mas ao mesmo tempo complementam-se. Águas abertas é sem dúvida uma grande paixão, devido ao contacto com o mar, a vida marítima, dá-nos uma sensação de liberdade. 

Quantas vezes treinas por semana? Tens alguma preparação física?

Treino seis a oito vezes por semana, cinco treinos de água em que alguns são bidiários, treino no ginásio, específico para a natação, faço umas pequenas corridas, comecei agora com yoga e quando posso faço surf.

Outro desporto que não seja natação?

Surf ou pesca submarina. Desde que seja em água está tudo bem.

Qual o momento na tua carreira master que te emocionou mais?

Acho que desde que comecei a minha carreira master, todos os momentos foram magníficos, mas o que me emocionou mais foi o Campeonato Nacional de águas abertas nos Açores, onde fui vice-campeão no escalão B, na distância dos 3km, assim como outros momentos, cada uma tem um significado muito querido. O principal momento que gosto e me emociono algumas das vezes, é ter os meus amigos e família a apoiarem a minha prestação, sabe tão bem. 

Que conselho darias aos atletas que acreditam na natação master?

Que continuem a acreditar nos vossos sonhos, pois nada é impossível, se levarem isso adiante os resultados aparecem. Continuem a treinar, dar o vosso melhor, sem esquecer de uma coisa, a vida é uma festa. 

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