Mário Melo: “Prefiro a liberdade da natação em águas abertas”

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Mário Melo (Colégio Integrado Monte Maior), de 69 anos, revela, em entrevista ao Chlorus, que prefere “a liberdade da natação em águas abertas, relativamente a estar confinado ao edifício de uma piscina”. 

Como e quando começaste esta modalidade? 

Foi em 1966. Resolvi inscrever-me no remo e na natação, funcionando ambos nas instalações da então Mocidade Portuguesa, junto à Calçada da Estrela. Ao fim de alguns meses, eu e mais alguns colegas fomos convidados para ir nadar para o Belenenses. Nesta altura, a natação do Belenenses treinava em dois tanques que estão ao cimo do Jardim Botânico Tropical na Calçada do Galvão, em Santa Maria de Belém. Durante as três épocas de 1966/69 fui por aqui federado, tendo feito treinos e competições orientados pelos professores José Manuel Pintassilgo, José de Freitas e José Ferreira, que me permitiram, entre muitas outras recordações, competir nas piscinas do Pedrouços, Alhandra, Olivais, Praia das Maçãs, participar na inauguração das piscinas de Évora, enfim, é uma enormidade de experiências, impossíveis de exprimir numa linha de texto.  

Natação pura ou águas abertas? Porquê? 

Nasci nos Açores e com 6 anos fui viver para S. Pedro do Estoril e aí, naquela época, os divertimentos disponíveis eram a praia, a pesca ou fazer asneiras. Durante o verão e juntamente com os meus amigos e vizinhos ou tomávamos banho na praia ou…. tomávamos banho na praia! Para mim, quando se falava em nadar, era no mar! A meio dos anos 80 comecei a fazer triatlos (só águas abertas sem treinos de piscina) até que, durante os anos 90, ia a Alhandra fazer as travessias do Baptista Pereira, onde fui convidado pelo Lindberg Nunes para, juntamente com a minha filha Rita, integrarmos a equipa de Á-dos-Loucos para natação pura e águas abertas. Talvez, por estas experiências, não tenha dúvida em afirmar que prefiro a liberdade da natação em águas abertas, relativamente a estar confinado ao edifício de uma piscina. 

Quantas vezes por semana treinas? Tens alguma preparação física? 

Neste momento nado duas vezes por semana, beneficiando da preparação física acumulada de vários anos, que vai cada vez sendo menos renovada.  

Outro desporto que não seja natação? 

Ao longo de todos estes anos da minha vida a atividade desportiva sofreu vários períodos de maior ou menor intensidade, consoante as disponibilidades profissionais e familiares. Contudo, e nestes últimos 50 anos, paralelamente com o nascimento de três filhos, um bacharelato, licenciatura, mestrado e doutoramento. Ainda pratiquei paraquedismo desportivo, remo e triatlo. 

Qual o momento na tua carreira master que te emocionou mais? 

Eu emociono-me com muita facilidade e frequência, mas posso referir no mínimo o meu primeiro Campeonato Nacional de triatlo longo em Porto Santo e a chegada do único Ironman que fiz. 

Que conselho darias aos atletas que acreditam na natação master? 

Nas várias modalidades de desporto master que experimentei, encontrei sempre aquelas vantagens comuns à prática desportiva como a sã camaradagem, brincadeiras inocentes e amizades desinteressadas que nunca deveremos perder ao longo da nossa vida, independentemente da idade. É com o avanço da idade que vamos valorizando as amizades ganhas na prática desportiva. 

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