José Vicente Moura – Presidente da mudança da natação portuguesa (2.ª parte)

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Um olhar mais profundo sobre o comandante na chefia da natação portuguesa

Dizia nestas alturas que a natação portuguesa não era uma questão de dinheiros. Mas sim questão de infra-estruturas.

Portugal era o único país da Liga Europeia de Natação (LEN) que não possuía uma piscina de dimensões compridas (50 metros) coberta e climatizada. A piscina dos Olivais era única, mas coberta com insuflável.

Portugal tem muitas poucas piscinas a onde se possa praticar, de acordo com os regulamentos a natação sincronizada que precisa de profundidade.  O mesmo acontece com o polo aquático que deve ser praticado em piscinas com um pouco mais de dois metros de profundidade.

No Porto, que é um centro importante, não existem instalações adequados para a prática desta modalidade (estamos a falar nos anos 80).

Nós recordamos, nestas épocas, num ato de posse da sua Direção, as suas declarações:

Neste período desenvolveu-se um grande trabalho na formação no aumento da capacidade de auto-suficiência das Associações Distritais e na sua articulação com a organização nacional, levando a um melhor profissionalismo e enquadramento técnico.

Neste quadrinho marcou-se por um balanço muito positivo que marcaram pelo crescimento da modalidade em todas as partes do país com uma conjugação com as delegações da Direção Geral de Desportos, Autarquias e clubes para uma maior rentabilização das piscinas existentes, na melhoria nas suas estruturas.

Prometida a construção do Complexo do Jamor

Neste período mostrou-se esperança com a prometida construção do Complexo Desportivo do Jamor e com a construção de 10 piscinas de 25 metros cobertas e aquecidas na região de Lisboa e ainda outras por todo o país.

E, perante a presença do diretor-geral dos Desportos, Mirandela da Costa, a importância da futura construção do Complexos de Piscinas no Jamor, que vinha dar ao Movimento Desportivo ao País.

A Natação, neste período de grande movimento, sofreu um enorme salto, não só de quantidade como também de qualidade, com o aumento do número de clubes e de praticantes. Assim, como o nível de resultados obtidos, tanto a nível nacional como as nossas participações além-fronteiras.

No resumo: Vicente Moura foi o homem que reformulou após o 25 de Abril o polo aquático, natação sincronizada, saltos de alto voo para água e natação.

Na arbitragem, proporcionou deslocações de árbitros a encontros internacionais para aprenderem. Foi o obreiro da Comissão Nacional de Arbitragem.

Na sua conduta para o futuro, só foi possível obter com pessoal profissionalizado: as tarefas administrativas para os administrativos, as técnicas para os técnicos das modalidades e os diretores e dirigentes são para dirigirem a modalidade.

Aqui na Federação já se conseguiu um pouco de tudo isso, mas ainda estamos longe do ideal…

Uma vez obtida a modernização completa, em termos administrativos e técnicos, e uma vez obtidas as infraestruturas em termos nacionais, que permitam a prática das quatro disciplinas na Natação durante todo o ano e com a possibilidade para os atletas a reconciliação de estudos e de atividades físicas, dir-se-ia que não se deslumbraria com o futuro, o limite e o infinito. Pode-se chegar onde se chega qualquer atleta estrangeiro…

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