José Sacadura, um excelente nadador das travessias

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Recordar é viver… sabiam que o professor José António Sacadura, ex-DTN, foi um excelente nadador das travessias?

Nos últimos anos temos vindo a assistir ao aumento do número de travessias, realizadas nos rios, albufeiras, praias flutuantes, lagoas e marés de Portugal. Que a FINA as batizou de provas de águas abertas. Adesão às mesmas têm sido enormes.

A travessia do Tejo constitui uma importante referência no contexto da natação portuguesa.

É sobre esta prova que nos deu ideia de apresentar uma figura que também foi famoso nesta modalidade e que no decorrer de muitos anos foi célebre da modalidade. Estamos a falar do Prof. José António Sacadura, ex-Diretor Técnico Nacional, antes foi assíduo nadador, treinador, DTN e, neste momento, exerce cargo de vice-presidente Presidente da FPN.

Este jovem, quando tinha 16 anos, já dominava bem as artes de nadador, que tinha como mestre Sr. Patroni, por fazer provas no rio com objetivos de arranjar maiôs, poder de força para as provas de piscina, debaixo do entusiasmo do seu pai, um assíduo nadador e jogador de polo aquático, de muita valia.

José Sacadura teve a sua primeira prova no Rio Tejo, na zona ribatejana, Travessia da Póvoa, em Sta. Iria, uma prova de grandes tradições no Ribatejo, que esteve muito tempo de interregno. Em 1950, reviver novamente esta competição, em pleno reinado do Fernando Madeira, único que venceu em quatro épocas consecutivas.

Em 1955, António Sacadura, júnior do Algés, e Carlos Vieira da Silva, nadador com grande experiência nestas provas, foram os grandes animadores da competição que tinha uma distância de pouco de 1500 metros. O “puto” do Algés distanciou-se nos últimos 400 metros e venceu a prova destacado. Muita alegria de contentamento pelo triunfo, que foi o primeiro de muitos.

Nesta época, na Travessia do Tejo, entre a Trafaria e Algés, Sacadura participou como júnior, uma prova sempre difícil derivada às correntes, que muitos dos participantes menos velozes escolhiam as suas táticas do percurso, a fim de não serem levados para fora da zona da meta. Como era sabido, os mais velozes fizeram a prova direta, porque o dia estava esplendido para este tipo de provas de céu aberto.

Para Sacadura, que teve como guia o seu pai, grande conhecedor da prova, esta era a sua estreia nesta clássica prova, tinha com seu principal adversário e favorito à vitória, o alhandrense Carlos Viera da Silva. Aconteceu o  inesperado, que foi um autêntico “Golpe Teatral”, conforme foi escrito pelo jornalista do jornal do Belenenses, Mimoso de Freitas, o favorito foi relegado para terceiro lugar e o “puto” do Algés, júnior, foi o concludente vencedor, mostrando as suas reais qualidades (apesar da sua fraca figura de puto), realizou uma excelente prova que serviu afinal de prémio justo. A sua persistência e amor por uma modalidade e a do seu pai também era enorme.

No ano seguinte festejava-se o Meio Século da Travessia do Tejo, da primeira vitória de João Barata, do Clube Naval de Lisboa, organizada pelo Ginásio Clube Português, em 29 de outubro de 1927.

José Sacadura triunfou com muito brilho, pela segunda vez consecutiva, na Travessia do Tejo, organizada pela Associação de Natação de Lisboa.

Passou-se meio século, mas a clássica ligação entre as duas margens do rio mantém o mesmo interesse e o mesmo sortilégio de sempre. E que de facto e a respeito da pergunta evolução, que, década após década, a modalidade tem experimentado a Travessia do Tejo, as suas características porque a própria natureza da prova assim implica.

Na altura dizia-se pelo peso dos anos. A travessia tornou-se inegavelmente uma competição popular por excelência.

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