Fluvial Portuense não comparece e arrisca perder na “secretaria” frente ao Naval Povoense

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O Fluvial Portuense não compareceu, este sábado, na Piscina Municipal da Senhora da Hora, em Matosinhos, ao jogo frente ao Naval Povoense, da 5.ª jornada do Campeonato de Portugal A1 Masculino, arriscando, por isso, perder na “secretaria”.

O adiamento desse encontro não se veio a confirmar, conforme a errada informação veiculada, na sexta-feira, pela assessoria de Imprensa da Federação Portuguesa de Natação ao Chlorus.

Ao início da tarde deste sábado, a formação poveira e os elementos da equipa de arbitragem, acompanhados pelo delegado ao jogo Miguel Andrade, encontravam-se prontos para dar início à partida, mas sem a presença da equipa de Lordelo do Ouro.

Nestas situações, os elementos da equipa de arbitragem fizeram cumprir o tempo de tolerância, conforme o disposto na alínea 4) do artigo 27º do Regulamento de Provas Nacionais de Polo Aquático, que refere: “Os árbitros deverão, em caso de necessidade, por falta de uma ou ambas as equipas (…), conceder uma tolerância de 15 minutos para o início do jogo, findos os quais, o jogo não deverá iniciar, sendo averbada falta de comparência ao clube prevaricador (…)”.

Conforme estabelecido na alínea 1) do artigo 33º do referido regulamento, o Fluvial Portuense deverá perder na “secretaria”, por falta de comparência, por um resultado de 30-0, embora esta decisão tenha que ser validada pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Natação.

Em declarações à Liga Amadora TV, Bruno Loureiro, coordenador da secção de polo aquático do Naval Povoense, afirmou que “tem sido um campeonato ‘sui generis’ e que desde que o campeonato se iniciou só a equipa do Clube Naval Povoense jogou os jogos todos”.

O diretor poveiro foi ainda mais longe: “A partir do momento que nos comprometemos em que exista um campeonato nacional de polo aquático, tudo temos feito para que, da nossa parte, isso aconteça”.

Quando questionado sobre se de facto existiu um contacto prévio ao jogo sobre a falta de comparência da equipa do Fluvial Portuense, Loureiro defende que “o calendário do campeonato está definido e a Federação não fez qualquer alteração aos jogos”.

“O Fluvial fez esse pedido e nós entendemos que os argumentos apresentados, contrabalançando com todas as situações das equipas, não tinham sentido. Como disse, nós queremos é jogar (…) e estávamos confiantes que hoje poderíamos sair daqui com a nossa primeira vitória”, concluiu.

Já Javier Caceres, treinador do conjunto poveiro, explica que as circunstâncias em que vivemos não são fáceis para ninguém e que a equipa mantém a mesma linha desportiva desde que soube que iria haver campeonato.

Caceres menciona “que é uma pena não se ter jogado hoje”, revelando que “a equipa do Fluvial terminava as restrições oficialmente no passado dia 2 [de fevereiro], que era quando poderiam voltar a treinar”. 

“Tivemos casos de isolamento de duas semanas e os jogadores foram jogar sem poder treinar”, assegura o técnico do Povoense.

Até à data, o Fluvial Portuense ainda não se pronunciou sobre o facto de ainda não se ter estreado na competição.

Créditos da imagem: Federação Portuguesa de Natação

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