E na prova-rainha quem é que vai ser rei?

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Disputa-se esta madrugada a final dos 100 metros livres masculinos. É a prova mais nobre da natação, recheada de carisma e de momentos únicos nos seus 125 anos de disputa olímpica.

O alinhamento é absolutamente fantástico. As semifinais foram as mais rápidas da história com 9 nadadores a nadar abaixo dos 48s, sendo que todos os favoritos se apuraram.

Dressel e Chalmers eram à partida os principais favoritos a duelar pelo ouro tal como fizeram no mundial de 2019, sendo que à espreita estavam nadadores como Popovici, Kolesnikov e Miressi ou mesmo adolescente sul-coreano. Numa prova em que qualquer um pode chegar à medalha fica difícil de apostar contra o bicampeão do mundo Dressel, mas pelo que demonstrou nas meias-finais sou forçado a rever a minha aposta. Por isso, naquela que é talvez a prova mais antecipada destes campeonatos, a nova prova do século poderá coroar um novo rei, desta vez um czar: Kliment Kolesnikov. Tem melhorado sempre de ronda para ronda, tanto a costas como a crawl e a apresentar uma consistência impressionante. Kolesnikov é dono de um talento incrível e parece ter nadado ainda com alguma folga após o recorde europeu de 47.11.

A minha aposta vai para ele desejando que seja uma luta a oito e que no final, ganhe quem ganhar, possamos apenas dizer: OBRIGADO!

Que seja um momento olímpico sem rival, de preferência com recorde do mundo! 

Imperatriz Catarina voou para participação histórica

Ana Catarina Monteiro, na sua prova de 200 mariposa, foi a primeira nadadora portuguesa a disputar uma meia-final em Jogos Olímpicos. Junta-se assim a grandes nomes da natação portuguesa como Alexandre Yokochi (finalista nos 200 Bruços) e Alexis Santos semifinalista nos 200 estilos nos últimos Jogos Olímpicos em 2016.

Já na meia-final, Catarina conseguiu subir mais três posições ao terminar na 11.ª. Classificação brilhante para uma nadadora que superou todo o tipo de adversidades depois de não ter entrado por ranking nos Jogos Olímpicos de 2016 apesar da obtenção de mínimos FPN.

Sabemos que a final estava ao alcance da nadadora portuguesa e que o diploma olímpico (posição nos 8 primeiros) esteve pertíssimo de acontecer. Mas neste momento que deve ser de festejo aproveito para parabenizar não só a Catarina mas também o seu treinador Fábio Pereira, os seus colegas de equipa e família que todos os dias a ajudam a melhorar. E que este seja o catalisador de motivação para a Catarina perseguir Paris-2024 e quem sabe obter essa tal final que fugiu desta vez.

Parabéns Catarina!

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