Diogo Marques “perdeu a consciência após ser pontapeado”

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Diogo Marques foi obrigado a desistir na segunda etapa da Taça do Mundo FINA/Hosa, realizada sábado em Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos), “depois de ter levado um pontapé no lobo frontal direito do crânio, com perda de consciência momentânea e incapacidade de mobilização do membro superior esquerdo”, revelou Ricardo Antunes, técnico da Columbófila Cantanhedense que integrou a comitiva portuguesa.

“Uma desistência é sempre uma desistência, no entanto por vezes não acontece por vontade própria, mas sim porque somos obrigados a fazê-lo. E foi precisamente assim que aconteceu, na sua primeira experiência em provas internacionais no escalão absoluto, o nadador Diogo Marques teve a infelicidade de ser colocado fora da corrida depois de ter levado um pontapé no lobo frontal direito do crânio, com perda de consciência momentânea e incapacidade de mobilização do membro superior esquerdo”, escreveu, na sua página do Facebook, o técnico de Cantanhede.

“Rapidamente foi socorrido pela canoa mais próxima e pela mota de água, lembrando-se de ser puxado por um braço e depois na ambulância de ter levado um estalo na cara. Não foi uma desistência de perdedor, mas sim uma desistência de um lutador, que nunca dá uma guerra por vencida, que durante 3 voltas e meia se manteve num grupo compacto de 55 nadadores, farto de apanhar cotoveladas no tronco, mas sempre a procurar furar o espaço vazio para subir posições no grupo”, referiu Ricardo Antunes.

“Aprendizagem traumática, mas com muita vontade de continuar a aprender com a elite. Certo que hoje chegará à piscina ainda com mais vontade de trabalhar e evoluir, porque na próxima oportunidade vai estar melhor preparado para a próxima guerra”, frisou o técnico.

“Pelos comentários da maior parte dos treinadores presentes estou certo que a próxima etapa da Taça do Mundo será muito participada, porque provavelmente será a única etapa de alto nível com a possibilidade de utilização dos fatos isotérmicos. Estão todos curiosos para perceber que tipo de corrida teremos nestas condições. Taça do Mundo de Setúbal será grande!”, concluiu Ricardo Antunes.

Angélica André, ao classificar-se na 44.ª posição, garantiu a melhor classificação entre os portugueses que participaram na maratona de 10km de águas abertas.

A nadadora do Fluvial Portuense cumpriu a distância em 2:02.35,0, com a olímpica Vânia Neves a ser 46.ª com o tempo de 2:04.48,3. A prova foi ganha pela francesa Aurelie Muller (1:52.35,3), à frente da holandesa Sharon Van Rouwendaal (1:52.35,4) e da italiana Arianna Bridi (1:52.35,6). Terminaram a maratona 54 nadadoras.

Em masculinos, Rafael Gil foi o melhor luso ao classificar-se no 51.º lugar com o tempo de 1:51,04,2. Diogo Marques acabaria por desistir.

A prova foi ganha pelo britânico Jack Burnell com 1:44.57,9, seguido do holandês Ferry Weetman (1:44.58,4) e do francês David Aubry (1:44.58,6). Terminaram a maratona 67 nadadores.

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