Cavaleiro Madeira, o presidente que fez muitos empréstimos para valorizar modalidade

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Após o 25 de Abril, a natação passou por um período de crescimento. Antes havia dois ou três valores em Portugal. Agora já se pode dizer que Portugal já possui uma equipa, constituída por gente jovem, que tem dado nas vistas por essa Europa fora. Isto era muito importante, os nossos jovens com 12 e 13 anos brilhavam nas diversas competições de grupos de idades. Era o caso entre tantas, uma dava nas vistas, com medalhas e recordes que era filha do presidente, chama-se Luísa Cavaleiro Madeira.

Isto num país único da Liga Europeia de Natação que não possui instalações próprias, como piscinas cobertas de 50 metros, e acontecia que nestas alturas, no inverno, já se ia participar na Europa, e se conquistavam bons resultados. Era o caso da SFUAP que treinava num tanque 18 metros e nestas competições os seus representantes brilhavam com excelentes resultados.

Mas para que este milagre fosse concretizado, a modalidade tinha um presidente, que fazia milagres, isto ter um feitio (quero, posso e mando), muito contribuiu para o grande desenvolvimento da modalidade em Portugal.

Como era conhecimento, a Federação, na altura, a sua secretaria, com respeito a finanças, era zero. Pois as verbas que o presidente emprestava à Federação tinha um aspeto por um lado muito positivo, pois permitia fazer, em tempo, uma série de realizações, entre elas as deslocações dos nadadores e treinadores às competições que se realizavam no estrangeiro. E não foram uma ou duas, foram algumas dezenas delas.

O presidente também dizia que estes empréstimos tinham a sua parte negativa, pois não permitiam uma gestão coletiva das disponibilidades financeiras da Federação.

Não era por acaso que os clubes e associações só pretendiam tratar dos seus problemas com o presidente da Federação, porque, afinal, sé ele é que tem capacidade financeira para resolver os problemas.

Não há dúvida, dado o interesse que tem a modalidade que ele colocasse a verba que entendesse à disposição da Federação, que, depois, a administraria coletivamente.

Mesmo assim fazia-se muitas críticas à sua gerência por fazer adiantamento. Na verdade, é que todas as decisões eram tomadas coletivamente, pela Direção.

No próximo capítulo: “De contas, só se sabia que se deveria muito dinheiro ao presidente Vicente Moura”

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