Angélica André oitava e Rafael Gil décimo nos Jogos Mundiais de Praia

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No passado domingo, Doha recebeu a primeira edição dos Jogos Mundiais de Praia.

A nadadora portuguesa terminou a prova com 1.00,45 horas, a 54 segundos da vencedora a brasileira Ana Marcela Cunha (59,52). O pódio ficou completo com a chinesa Yawen Hou a um segundo da vencedora (59,53) e a alemã Leonie Beck (59,53).

Nos homens, Rafael Gil foi 10.º classificado, com 55,59 segundos, numa competição também disputada nos últimos metros, com o italiano Marcello Guido a superiorizar-se ao russo Denis Adeev por um segundo (55,26) e ao alemão Soeren Meissner, por 3 segundos (55,28).

Angélica André, em declarações à FPN: “Foi uma prova dura, com a temperatura da água muito elevada. Eu e o Rafael Gil acabamos por ser picados por alforrecas. Mas acabamos por nos sair muito bem desta prova. Os objetivos foram compridos. Senti uma dor muito forte, acabei por perder posições e não ir no grupo da frente, na última volta consegui recuperar alguns lugares, acabando forte.”

Rafael Gil, em declarações à FPN: “O grande objectivo era vir aqui a Doha fazer um top 20, porque a minha posição de entrada nesta prova foi quase das últimas (com o meu 28.º lugar nos 5km do Mundial). Estava muito ansioso e receoso acerca da competição. Sou peixe de água fria e 33°C realmente assustaram-me e deixaram-me de pé atrás. Mas estava confiante no que era capaz de fazer! Fiz as 4 voltas com o grupo da frente e abasteci sempre, mas acabei por perder algum tempo na reta final (últimos 400m). Na terceira volta também fui picado no braço por uma alforreca, mas foi só o susto. Não me impediu de conseguir lutar por mais lugares na frente.  Acabei mesmo exausto devido ao calor. Senti necessidade de ir sempre abastecer porque estavam condições horríveis. A partida foi às 6h00 da manhã o que implica um pequeno almoço as 3h00. O calor cá fora já estava imenso com muita humidade e dentro de água pior ainda. A água estava superquente. Alguma gente a desistir por causa da temperatura e até mesmo sem sequer saltar para a água. Ondulação muito forte, água muito salgada. Preocupei-me imenso em hidratar muito. Demasiado até, e procurar guardar toda as reservas de glicogénio e água para usar na competição.”

Rui Borges, em declarações à FPN:uma prova muito ‘sui generis’: os primeiros Jogos Mundiais de Praia. Todos os nadadores a quererem fazer um bom resultado, mas as condições não eram as ideias para fazer uma prova de águas abertas. Tivemos de competir às 6h00 da manhã por causa do calor. Claro que é igual para todos. Toda a gente sabia as condições existentes, mas diferentes do que os atletas encontram em grandes competições internacionais. A Angélica fez uma prova muito boa. Com inteligência. Esteve sempre a nadar nos lugares que tínhamos definido, entre os 5, 6, 7 primeiros e apesar de aparentemente se sentir bem com a temperatura da água (33 graus), na terceira volta perdeu uns lugares, mas na entrada para a última volta senti que vinha bem e acabou por recuperar nos últimos metros. Uma fase final sofrida com as dores da picada da alforreca. Objetivo alcançado. A prova do Rafael Gil foi dentro do que fez a Angélica só com uma terceira e quarta volta diferente. O Rafael Gil Fez uma prova muito boa. Aguentou-se muito bem na terceira, passando em sexto, sétimo, oitavo. Andou sempre no top-10 a prova toda. Fizemos abastecimento por causa da temperatura da água. Ambos sofreram muito com o calor. Nunca tinha havido uma prova a esta temperatura. Mas acabaram por se adaptar. Na última volta não aguentou o ritmo dos primeiros também não perdeu muito tempo. Ambos tiveram uma atitude excecional. Deram tudo o que tinha em competição.”

Resultados

Créditos da imagem: FPN

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