A cidade de Braga e o seu (enorme) potencial

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A partir de hoje e até domingo, a cidade de Braga albergará as fases finais femininas e masculinas da Taça de Portugal em polo aquático. Numa organização da Federação Portuguesa de Natação e perante os desígnios de “Braga – cidade europeia do desporto 2018”, o polo aquático fará parte de um conjunto onde se incluem mais de 300 eventos realizados.

Não seria preciso enaltecer a cidade de Braga, no que ao desporto diz respeito, mas neste artigo procurarei focar-me nos designados desportos de piscina e suas derivações com maior ou menor conciliação desportiva e de projetos e ou políticas de desenvolvimento.

Eu sou do tempo do nascimento da secção de natação do Sporting de Braga, da sua estrela cadente e campeoníssima Ana Alegria entre outros atletas ali nascidos e feitos homens e mulheres. José Manuel Borges, o seu fundador e um dos maiores técnicos portugueses será também um dos principais preletores do Congresso da Associação Portuguesa de Técnicos de Natação (APTN) que paralelamente neste fim de semana decorrerá nesta cidade e onde estarão cerca de meio milhar de técnicos de múltiplas facetas (treino, fitness, escolas, segurança, adaptada entre outras, onde estará também o polo aquático). Será de facto um fim de semana marcante para a natação portuguesa. Também para o polo aquático que com tamanha visibilidade, só terá a ganhar, devendo ultrapassar “fantasmas” do passado e juntar-se sem receios de qualquer espécie a esta enorme dinâmica que a natação em todas as suas disciplinas pode encerrar. Ninguém jogará bem o polo aquático com uma natação deficiente ou com lacunas de base daí emergentes. E mesmo não conhecendo a totalidade do programa do congresso, posso desde já concluir que este pensamento deve-nos sempre acompanhar a todos. Quem nada mais e melhor dará com certeza um jogador mais apto!

A taça é sempre a taça, mas Fluvial, em masculinos e femininos, e o Naval Povoense e o Benfica (adversários eventualmente mais cotados, respetivamente nos rapazes e nas raparigas) serão os principais favoritos à conquista dos troféus.

Sem fazer grandes considerações quanto aos eventuais vencedores das respetivas taças, gostava de realçar as magníficas instalações da piscina da Rodovia, e de aproveitar a ocasião para enaltecer o seu atual técnico de natação – Luís Cameira – treinador de muitos campeões e “chefe” de uma equipa de profissionais muito competentes e que resulta sempre (muito) bem e com enorme qualidade organizativa, quando se vem nadar e competir nesta cidade. Mas, já agora, ou, afinal, o que tem isto que ver com o polo aquático?

Na minha opinião pode ter tudo ou bastante mais para além do visível. Braga tem potencial. Um enorme potencial. E sem pretender ser desrespeitoso ou enviar qualquer tipo de recado para ninguém, acredito que nesta cidade também o polo aquático possa conseguir desenvolver um projeto de início de atividade ou de desenvolvimentos futuros. Estamos em 2018 e nesta área de jurisdição não existe nenhuma equipa de polo aquático.

Fica o desejo e o apelo. Dará para se pensar nisso?

P.S. Desde já os meus parabéns à FPN pela pertinência e escolha do local. A todos desejo a melhor organização possível e bons e competitivos jogos.

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